sábado, 21 de novembro de 2009

Bohemia Oaken


Aproveitando o aquecimento do segmento das cervejas especiais no Brasil, a marca de cervejas Bohemia entra no embalo do mercado e lança sua mais nova cerveja: Bohemia Oaken. A primeira do Brasil maturada com chips de carvalho.

Acompanhada de uma forte campanha de marketing, a cervejaria produziu apenas 8 mil garrafas da Oaken, comercializada somente através do site www.bohemia.com.br em formato de kits exclusivos.

Receita de Luciano Horn, mestre-cervejeiro da AmBev, a Bohemia Oaken é uma edição especial maturada com chips de carvalho francês, produzida com lúpulo inglês e maltes torrados europeus. Possui coloração acobreada, com espuma cremosa de média formação e fúlgida. Desperta no olfato aromas frutados e herbáceos, remetendo a notas de caramelo e madeira. Seu corpo é suave, de paladar levemente adocicado, baixo amargor, seca e pouco persistente ao final.

A Bohemia Oaken chega para ampliar a família da marca, atualmente composta por: Bohemia Pilsen, Bohemia Escura, Bohemia Weiss e Bohemia Confraria.

Fonte: André Diniz (http://www.mestre-cervejeiro.com/noticias/bohemia-oaken-edicao-especial-maturada-em-carvalho.html)

domingo, 18 de outubro de 2009

Aromas da Provence


A Société du Romanée-Conti e o Domaine Dujac são pesos-pesadíssimos da região da Côte D'Or, na Borgonha. Associaram-se para produzir um novo vinho e o surpreendente resultado foi apresentado, em Curitiba, em degustação promovida pela Expand, importadora que os representa no Brasil. A surpresa correu por conta dos vinhos provados, muito diferentes daqueles que cada um deles faz individualmente. São acessíveis, de consumo imediato, e a preços bastante razoáveis.

Aubert de Villaine (Romanée-Conti), Jacques Seysses (Dujac) e um terceiro sócio, Michel Macaux, decidiram realizar o projeto da nova vinícola na Provence, mais ao sul, onde existem áreas disponíveis por preços ainda viáveis. Na Côte D'Or, como o nome bem sugere, terras valem ouro, e são tão raras quanto.

A propriedade adquirida fica próxima à cidade de Aix-en-Provence e abrange 42 hectares de solos argilosos e calcários, de boa drenagem. Alguns vinhedos lá existentes datavam da época dos etruscos. Um vento gelado, o mistral, varre a região no outono e inverno, reduzindo excessos de umidade, o que é ótimo para a saúde das vinhas. Parte da área foi replantada com as cepas Chardonnay, Viognier, Cabernet Sauvignon, Merlot e Sirah.

O nome dado à vinícola, Domaine de Triennes, é alusão à festa que os romanos promoviam a cada três anos, em homenagem a Baco, as "triennes", e, de quebra, ao fato de serem três os fundadores. A proposta, cuja execução cabe ao enólogo Remy Laugier, está focada na produção de vinhos ao estilo Novo Mundo, de pouca guarda e custo moderado.

Jeremy, filho de Jacques Seysses, veio a Curitiba para a apresentação dos vinhos da Triennes. Um branco e três tintos foram servidos.

O Chardonnay 1998, envelhecido por 10 meses em barricas de carvalho, mostra cor evoluída, amarelo ouro, aromas típicos, de frutas maduras. Grau alcoólico de 12,5. Na boca, uma nota acima de acidez ajudaria no equilíbrio. R$ 40,00. O Viognier, o branco mais interessante da casa, não fez parte da prova.

Os tintos agradaram muito. Em comum têm o fato de não serem filtrados, o que aumenta a concentração, e o envelhecimento por 12 meses em barricas de carvalho francês usadas, do Domaine Dujac.

Os dois primeiros eram varietais. O Syrah 1998 é um vinho de cor rubi, frutado, sugestões de pimenta negra e ervas, corpo médio. O Cabernet Sauvignon 1997 revela maior evolução, halo mais claro, frutas negras no aroma. Bem balanceado na boca. Custam igual, R$ 40,00, atraente relação qualidade-preço. O último tinto, um corte de Cabernet Sauvignon e Syrah, o Sainte Auguste 1997, é muito expressivo no nariz, denso, boa concentração, um final persistente. O top da prova. R$ 60,00.

Os vinhos tintos da Triennes são fáceis, descomplicados, companheiros de carnes com molhos e massas.

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+ Com o verão e as festas de fim de ano já no horizonte, é hora de colocar na geladeira algumas garrafas daquela bebida dourada e mágica, pura celebração da vida. Champagne só a França faz. Os nossos são espumantes, alguns realmente muito bons. Isto é consenso: pelas características de clima, esse é o melhor vinho que o Brasil tem.

A ABS (Associação Brasileira de Sommeliers) fez uma apreciação dos melhores espumantes nacionais. Listo os dez primeiros. Estão em lojas e supermercados. São ótima opção, sobretudo porque, ao câmbio vigente, o produto importado ficou difícil. Atenção: todos têm estilo "brut", seco.

1. Don Giovanni 1997 (80 pontos). Abegê Participações. O campeão. Tem fineza de aromas, bolhas pequenas em quantidade, corpo médio, acidez refrescante.

2. Cave de Pedra 1999 (78,67). Valduga & Filhos. O estilo é mais leve. Aromas cítricos e florais, crescendo no copo, com toques de baunilha. Sugestões de chocolate. Boa persistência.

3. Cordelier (77,83). Casa Cordelier. Bolhas minúsculas e fartas, indicando boa espumatização, finos aromas tostados, florais e frutados, leve amanteigado e frutas secas.

4. Don Laurindo 1999 (77,79). Laurindo Vinhos Finos. Espumante delicado e elegante, de corpo médio, toques florais, acidez adequada.

5. Chandon Excellence Reserve. (77,33). Chandon do Brasil. As bolhas são pequenas, numerosas e persistentes, os aromas frutados, associados a um leve tostado. Ótima acidez.

O sexto lugar ficou com o Chandon Brut (76,42), o irmão menor do Excellence. Tem um estilo mais leve, ótima relação custo-benefício. Seguem-se: sétimo, Dom Cândido (76,40), da Adega Dom Cândido; oitavo, Salton Espumante (76,40), da Vin hos Salton; nono, Miraggio (76,25), da Cooperativa Vinícola Pompéia; e, décimo, o Marson Espumante (76,00), da Vinícola Marson.

Fonte: Luiz Carlos Zanoni (http://www.parana-online.com.br/colunistas/116/3556/?postagem=AROMAS+DA+PROVENCE)